Com um acumulado de apenas 86,41 mm, o primeiro mês do ano apresentou o índice mais baixo para o período em nove anos de monitoramento.
A Estância Turística de Pereira Barreto encerrou o mês de janeiro de 2026 com um cenário climático atípico. De acordo com os dados oficiais do sistema de monitoramento pluviométrico municipal, o volume acumulado de chuvas foi de apenas 86,41 mm, o menor registro para o mês de janeiro desde o início da série histórica iniciada em 2018.
Comparativo de Janeiro (Série Histórica)
A análise dos dados registrados na Sede revela que este é o primeiro janeiro a ficar abaixo da marca dos 100 mm desde 2018. Até então, o menor índice para o mês havia sido registrado em 2025, com 106 mm. Em contrapartida, o janeiro mais chuvoso do período permanece sendo o de 2023, quando a cidade registrou 359 mm — volume quatro vezes superior ao deste ano.
Confira o histórico de chuvas em janeiro (Sede):
- 2026: 86,41 mm
- 2025: 106,00 mm
- 2024: 127,75 mm
- 2023: 359,00 mm
- 2022: 171,00 mm
- 2021: 126,50 mm
- 2020: 200,50 mm
- 2019: 191,00 mm
- 2018: 296,00 mm
Concentração das Chuvas
Além do baixo volume total, os registros apontam que as precipitações foram mal distribuídas ao longo do mês. Praticamente 89% de toda a chuva de janeiro ocorreu em apenas dois dias: 14 e 15 de janeiro, com 38 mm e 39 mm, respectivamente. No restante do período, predominou o tempo seco, com chuvas isoladas de baixíssima intensidade na última semana do mês.
Planejamento e Monitoramento
O acompanhamento diário dos índices pluviométricos, disponível para consulta pública em pereirabarreto.sp.gov.br/clima, é uma ferramenta estratégica para a gestão municipal. Esses dados auxiliam diretamente no planejamento da infraestrutura urbana, na manutenção de estradas rurais e fornecem subsídios importantes para o setor do agronegócio, permitindo uma resposta mais rápida aos impactos das variações climáticas.

